Nósotras nos queremos vivas, nem uma a menos!

Durante toda a semana passada o movimento feminista na Argentina estava em busca de Micaela: menina desparecida depois de sair de uma festa na cidade de Gualeguay na provincia de Entre Ríos. Foram vários dias de busca até a notícia de que Micaela foi vítima de feminicídio, mais um feminicídio! O emblemático é que Miacela era militante feminista, Micaela gritou “Ni una menos”, Micaela lutou e alertou que a sociedade é machista, é patriarcal, é opressora com as mulheres. Mas Micaela não foi ouvida. Micaela agora é mais uma a menos. Micaela não só não foi ouvida pela sociedade, como o Estado argentino, através de sua justiça, ignorou os inúmeros casos de feminicídio e de violência sexual e doméstica que as mulheres são vítimas, e decidiu por em liberdade um homem machista, um agressor sexual. O Estado argentino deu liberdade para um machista. O estado argentino entendeu que a liberdade de um machista estava acima da liberdade das mulheres. O Estado argentino não negligenciou, o Estado argentino apenas exerceu sua função de manutenção do patriarcado.
O machismo matou Micaela, o Estado argentino patriarcal matou Micaela, a sociedade que ignora o feminismo e que ignorou o seu grito de “Ni una menos” matou Micaela.

Até quando e quantas Micaela’s mais?

Por isso “Nósotras” gritamos, NOS QUEREMOS VIVAS, NEM UMA A MENOS!

Noticia sobre o caso:

https://www.pagina12.com.ar/30705-encontraron-muerta-a-micaela-garcia

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